Mobiliário Essencial: “quarteto fantástico” | Por: Cintia Del Pino, arquiteta

Quando se pensa em dormitório de bebê, 04 móveis vêm de imediato a nossa mente: poltrona, armário, berço e trocador. A pergunta é: o que define a escolha desses móveis? Conforto? Estilo? Design? Afeto?  Será que é possível juntar tudo isso e ter um dormitório “fantástico”? Vamos descobrir então!

Conforto representa bem-estar, que está diretamente relacionado à ergonomia, que é sinônimo de qualidade de vida. Portanto, optar por móveis confortáveis é uma forma de transformar o dormitório em um ambiente saudável e acolhedor. Mas como descobrir se o móvel é confortável? Ainda mais hoje em dia, em tempos de compras virtuais?

Falando especificamente das poltronas, a dica é apostar nas linhas arredondadas, totalmente estofadas, com tecido agradável ao toque e de preferência com braços para auxiliar no momento da amamentação. Se o dormitório for de tamanho médio ou grande, as poltronas reclináveis são recomendadas. Nos casos em que o dormitório tem tamanho reduzido, uma banqueta para apoiar os pés fica mais adequada.

Outra sugestão é impermeabilizar o tecido da poltrona para evitar manchas, pois é possível que ocorram em virtude do uso. Se a opção for por tecido tipo corino, fazer uso de manta é uma alternativa a sensação “gelada” característica desse tipo de material, além de prática, pois pode ser lavada facilmente e substituída sem grandes investimentos.

E no que interfere a escolha do estilo do dormitório?

O estilo escolhido para a decoração do dormitório vai marcar a identidade do ambiente. O estilo torna algo único, singular e a decoração é uma forma de expressar quem somos, do que gostamos e no que acreditamos. Em geral, nos prendemos a estilos mais conhecidos como, por exemplo, o clássico, o provençal, o moderno ou o rústico, mas nada impede que cada um crie seu próprio estilo.

O armário, além de cumprir sua função de organização do ambiente, pode muito bem ser um elemento muito representativo do estilo do dormitório. Sua altura, bem como sua cor e textura, a abertura das portas, se de correr ou de giro, suas formas, curvas ou retas, se terá puxadores ou não, tudo isso vai ser significativo na indicação do estilo do dormitório. Por ser um elemento que ocupa geralmente um espaço considerável do ambiente, vale a pena pensar nele com bastante atenção, pois ele pode se tornar um grande aliado na composição ou então um móvel desconectado do restante.

E onde entra o design nessa história toda?

Bem, a palavra design está diretamente relacionada a produto, geralmente produzido em série. Seu objetivo é determinar a forma, função, uso e tecnologia. Ou seja, estamos falando aqui de algo que foi criado para cumprir uma função e que tem características próprias idealizadas segundo um conceito.

Podemos nos referir ao berço como uma peça de design. Existem no mercado diversos modelos, cada um deles com diversas características, além das normas que atualmente são obrigatórias na sua fabricação. Existem regras bem definidas para o design dos berços e que se referem especificamente à segurança do bebê. É muito importante verificar se o berço tem o selo do Inmetro que comprova que o produto foi testado previamente e que, portanto, está de acordo com a norma NBR 15860.

E por último, e não menos importante, vamos falar sobre afeto na decoração do dormitório.

Afeto é o sentimento de imenso carinho que sentimos por alguém. E nenhum outro móvel pode ser mais representativo desse sentimento do que o trocador. É nele que ocorrem os momentos de cuidados essenciais de higiene com o bebê ou mesmo de trocas afetivas, proporcionadas por massagens como a “shantala”, por exemplo. Além disso, esse móvel pode ser tanto projetado especificamente para o ambiente ou pode ser um móvel solto. O importante é que ele tenha as dimensões, altura, largura e profundidade, adequadas ao uso que se fará dele. Imagina o tanto de afeto se esse móvel tiver uma história familiar relacionada a outras gerações. Isso só torna tudo ainda mais fantástico!

 

Cintia Del Pino é formada em Arquitetura pela Uniritter.
Trabalha em diversas áreas da Arquitetura desenvolvendo projetos arquitetônicos.
Despertou para o universo dos projetos para dormitórios infanto-juvenis
após o nascimento de sua filha Clarissa em 2007. 

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