Alessandra com Pedro Henrique no hospital

Precisamos falar mais sobre a #maternidadereal

Olá, Mommys! Estou muito feliz em voltar a escrever para o site. Muitas de vocês sabem que 2018 não foi um ano fácil. Passei por um problema de saúde e precisei cancelar a Mostra Mommys and Babys de outubro aqui em Porto Alegre. Mas graças a Deus está tudo bem e nada melhor para fechar o ano com esse nosso encontro por aqui!

Na semana passada, minha amiga Camila Saccomori postou a foto de Sabrina Sato saindo do hospital após o parto da sua bebê como se estivesse posando para um editorial da Vogue. Ela usou a expressão “maternidade ostentação” para definir este momento que causou polêmica nas redes sociais. Achei super pertinente falar sobre isso com vocês.

 

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Uma publicação compartilhada por Sabrina Sato 🅱️+ (@sabrinasato) em

Adoro a Sabrina, entendo o trabalho dela de influenciadora e tudo mais. Só que apesar de ter achado a foto linda (para uma revista), não era aquela Sabrina que eu estava esperando ver na saída da maternidade. Fiquei um pouco decepcionada. Apesar de ter feito da sua gravidez algo super comercial, com vídeos no seu canal do YouTube e quadros em seus programa de TV, eu imagina ver uma mãe na plenitude da palavra sem aquela produção toda. Até por ela ser uma referência e ser formadora de opinião. A identificação com outras mulheres seria importante. Então resolvi contar um pouco da minha experiência na maternidade e pós-parto que foi muito tranquilo… até sair do hospital!

Minha cesariana estava agendada para um sábado de inverno 21, de junho, às 18h, no Hospital Moinhos de Vento.
Pedro Henrique nunca encaixou, e eu com 39 semanas não tinha contrações nem dilatação. Na sexta-feira, a mamãe aqui foi no salão de beleza, fez escova, pé, mão e depilação. A malinha já estava pronta há uma semana, então na tarde de sábado foi só colocar a nécessaire dentro e partir para o hospital.

Meu obstetra maravilhoso, dr. Gustavo Steibel, junto com sua equipe, me deixou bem tranquila quanto à cesariana. Confesso na hora H fiquei com medo: nunca tinha feito nenhuma cirurgia, e a anestesia me deixava apreensiva. Mas foi tudo perfeito: PH nasceu lindo, forte e saudável às 18h50min, pesando 3.560 kg e medindo 49cm. Logo fui para a sala de recuperação, onde me levaram meu pacotinho de amor. Às 23h já estava no quarto e sentindo as pernas, o que me deixou muito feliz!

Pela manhã, tiraram a sonda do xixi e tomei banho sozinha, pois a enfermeira saiu para pegar algo e desapareceu e me deixou ali dentro do box. Curvada, nua e de touca para não molhar a escova que tinha que durar dois dias (risos). Coloquei uma camisola longa linda, depois me sentei na poltrona do papai e dei um tapa no visual. Sim, eu me maquiei um pouquinho. Coloquei duas joias especiais, um brinco solitário que o marido havia me dado e uma corrente com um pingente de coração que ganhei da minha mãe. No segundo dia, a fotógrafa foi fazer algumas fotos e, por mim, eu ficava lá no hospital uma semana inteira.

Liége, dinda do Pedro, arrumou uma mesa fofa com lembrancinhas, brigadeiros e flores. Tinha auxílio para mim e para o Pedro, pois as enfermeiras cuidaram muito bem da mamãe e do bebê. Na terça, após o almoço, tive alta. Tomei banho e coloquei o mesmo vestido de malha com o qual cheguei ao hospital. E mais a sapatilha e uma jaqueta de couro. As joias permaneceram e também dei aquela maquiadinha de leve.

Fizemos uma fotinho na hora da saída e fomos para o carro, felizes e contentes apesar de eu estar saindo tão grávida quanto entrei e com os pés em formato de pão de queijo.

MAL SABIA O QUE ESTAVA POR VIR naquela tarde de inverno ensolarada. Entramos na rua Marquês do Pombal com um túnel lindo de árvores. Eu sentada atrás, meu filho no bebê-conforto e o papai dirigindo. Eis que do nada um sentimento muito ruim tomou conta de mim e ali mesmo, no carro, no trajeto para casa, comecei a chorar desesperadamente. Uma tristeza invadiu minha alma. Meu peito doía. Que sentimento mais louco! O pior que já senti na vida.

Aafinal, o que estava acontecendo comigo? Era o tal de “Baby Blues” que chegou assim, avassalador, sem ao menos avisar. Não esperou nem eu chegar em casa! Segui com esse choro e esse sentimento por 10 dias. Por mais que eu tivesse lido e pesquisado bastante durante a gestação sobre vários assuntos, não tinha cruzado com este. Então no meio do caos emocional fui pesquisar sobre o puerpério e entendi que estava tendo vivenciando o tão pouco falado Baby Blues. É muitas vezes confundido com depressão pós-parto, esta sim algo muito grave e que merece atenção médica. (A propósito deste assunto, leia a matéria sobre depressão pós-parto do site da Me Two que descreve como diferenciar os sintomas).

Liguei para meu obstetra e ele me tranquilizou, pois em nenhum momento rolou rejeição com o bebê. Pelo contrário: era tanto amor que dava medo. Ele me explicou que era químico, algo hormonal e que iria passar naturalmente. E, de fato, como em um passe de mágica, acordei no décimo-primeiro dia e nunca mais senti aquela vontade de chorar e aquela tristeza toda. Graças a Deus!

Na próxima coluna, vou contar um pouquinho sobre a amamentação, que para mim foi difícil e sofrida também. Afinal, precisamos falar mais sobre os tabus da maternidade para ajudar as novas Mommys que estão nascendo por aí.

Beijo carinhoso da Ale.

Alessandra Sebenelo é mãe do Pedro Henrique, 4 anos e meio, e idealizadora do Mommys and Babys

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