Flacidez vaginal e incontinência urinária | Por: Vanessa Grendene, fisioterapeuta dermatofuncional

A flacidez vaginal e incontinência urinária são muito comuns com a idade (comum na menopausa), o sedentarismo e a obesidade. No pós-parto essas situações também podem aparecer. Conforme o passar dos anos, ocorre uma redução no trofismo de todos os músculos do corpo, inclusive do assoalho pélvico. Por este motivo, é muito importante e recomendada a realização de atividade física regular para prevenir este tipo de situação.
Além disso, em alguns eventos específicos, como na gestação e na menopausa (por alterações relacionadas a hormônios e por compressão da bexiga por aumento do útero, no caso da gestação), acontece um afrouxamento dos músculos da região pélvica e dos canais urinários podendo proporcionar flacidez vaginal e incontinência urinária.
Estas situações não estão relacionadas diretamente com o tipo de parto realizado, sendo ele normal ou cesariana existe possibilidade de ocorrer estes incômodos. Os fatores determinantes para o desenvolvimento e manutenção deste afrouxamento estão relacionados à falta de prevenção e tratamento deste tipo de disfunção.
Quais as principais características da flacidez vaginal e da incontinência urinária?
A flacidez vaginal consiste no afrouxamento dos músculos da região pélvica. As consequências são dores e dificuldades nas relações sexuais no pós-parto. Como ocorrem alterações de todo assoalho pélvico pode ocorrer flacidez associada à incontinência urinária — perda de urina involuntariamente por meio de tosse, espirro ou qualquer situação que gere aumento da pressão abdominal.
Lembrando que a incontinência urinária é um sintoma que pode ser decorrente de outras disfunções comuns às mulheres grávidas, como infecção urinária, constipação e, ainda, problemas na bexiga e efeitos colaterais de remédios.
Como se previne essa disfunção?
A principal maneira de prevenir a flacidez vaginal é por meio do fortalecimento da musculatura dessa região, desde o pré-natal. Os exercícios de assoalho pélvico normalmente são monitorados por fisioterapeutas especializados em uroginecologia. Eles também são conhecidos como exercícios de Kegel e consistem em contrações e relaxamentos dos músculos pélvicos de forma sequenciada.
A prática de outras atividades físicas regulares (como caminhada, natação, pilates e yoga) durante a gestação é mais uma forma de prevenção. Para quem não praticava atividade física anteriormente a gestação é necessária uma liberação médica por conta das particularidades da situação.
Para combater a incontinência urinária, as medidas são as mesmas, afinal, por meio de atividades físicas também são prevenidos outros problemas causadores do incômodo (caso da constipação e infecção urinária, como já apontei). Tudo isso faz parte de um bom pré-natal, evidentemente.
E como tratar essas patologias?
Se você perceber os sintomas que citei acima, como dores e incômodos nas relações sexuais (um desconforto comum da flacidez vaginal é o acúmulo de gases na vagina, que libera sons inconvenientes durante o sexo), informe o seu ginecologista e fisioterapeuta. O mesmo vale para a incontinência urinária, caso você note que está perdendo urina involuntariamente.
Por meio de exames, o seu médico consegue comprovar o quadro. Para revertê-lo, existem tratamentos específicos que podem auxiliar como procedimentos não invasivos com laser associado à fisioterapia uroginecológica. Ainda assim, pode a haver flacidez das estruturas dos lábios pequenos e grandes lábios que também podem ser tratadas através de equipamentos. Em caso de incontinência, medicamentos e até cirurgia podem ser indicados.
Lembrando ainda que, às vezes, a flacidez vaginal pode ser confundida com fraqueza dos músculos dessa região. Nesse caso, vale destacar que depois do nascimento do bebê é comum que a mulher sinta essa fraqueza, pois tanto durante a gestação como no parto (em caso de parto normal), os músculos vaginais são bastante sobrecarregados. Contudo, depois do parto, tudo volta à normalidade, mas para evitar a fraqueza, a recomendação também é exercitar a região.

 

Vanessa Grendene

Por Vanessa Grendene | Fisioterapeuta dermatofuncional

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